Universidade de Coimbra Alta e Sofia — Candidatura a património mundial

Núcleos

A área património mundial divide-se em quatro grandes núcleos arquitetónicos e históricos que correspondem aos momentos de criação, desenvolvimentos, restruturação e consolidação da Universidade de Coimbra:

- Colégios da Rua da Sofia, onde a história da Universidade começou

- Pátio das Escolas, o coração da Universidade de Coimbra, com sedimentos moçárabe, memórias da 1ª dinastia portuguesa e uma das bibliotecas mais belas do mundo

- Edifícios da reforma pombalina, marcas da revolução do conhecimento no século XVIII

- Complexo do Estado Novo, face da mudança da Alta de Coimbra

Núcleo 1

Foi na Baixa da cidade, na Rua da Sofia. Sofia, claro, de Sabedoria que a história da Universidade de Coimbra se erigiu a partir da transferência definitiva para Coimbra em 1537.

Foi na Baixa da cidade, na Rua da Sofia. Sofia, claro, de Sabedoria que a história da Universidade de Coimbra se erigiu a partir da transferência definitiva para Coimbra em 1537.

Uma rua que rasgou o medievalismo urbano para se tornar num eixo absolutamente moderno para a sua época. Ao todo, 27 colégios deram vida a esta artéria. Sete deles mantêm-se como testemunhos atuais da história da Universidade.

Esta sábia rua começa na Igreja de Santa Cruz, Panteão Nacional, onde D. Afonso Henriques e D. Sancho I estão sepultados. Aí está também o Café Santa Cruz, Café histórico sem paralelo, carismático onde os Crúzios, deliciosos pastéis conventuais, foram reinventados.

Núcleo 2

No Pátio das Escolas, procuramos descobrir como este local passou de Paço Real, território do poder, a território desse outro poder que é o conhecimento.

No Pátio das Escolas, procuramos descobrir como este local passou de Paço Real, território do poder, a território desse outro poder que é o conhecimento.

Basta passar a porta férrea para um salto no tempo e seguir viagem pelas grandes e pequenas histórias: a da Sala dos Atos – agora também chamada Sala dos Capelos – onde se decidiu a solução para a crise de 1383-85, ou a do pequeno azulejo da Faculdade de Direito onde uma raposa é pontapeada por estudantes que tentam afastar o chumbo nos exames.

Aqui, neste Pátio antigo sobrepõem-se camadas de história – os vestígios romanos e a alcáçova moura, sobre os quais se ergue o edifício onde nasceram quase todos os reis portugueses da primeira dinastia.

Exibe-se também neste pátio a ostentação de riqueza e sabedoria que é a Biblioteca Joanina, considerada por várias publicações internacionais como a mais bela biblioteca universitária do mundo. Paremos aqui por um instante: a Biblioteca é um concentrado de mundo: pintado nos tetos onde se veem os continentes, com as chinoiseries que mostram nas estantes cenas da vida a Oriente, nas madeiras e ouro do Brasil, mas sobretudo nos milhares de volumes, mais de 53 mil, que contam a história do conhecimento nos vários domínios científicos. E que, pasme-se, podem ser consultados. Incluindo um exemplar da 1ª edição d’”Os Lusíadas” e uma preciosa Bíblia hebraica de 1104.

 

Núcleo 3

Da porta férrea em direção à Rua Larga encontramos evidências físicas da Reforma Pombalina.

Da porta férrea em direção à Rua Larga encontramos evidências físicas da Reforma Pombalina. Mas permanece na Universidade muito mais do que os edifícios facilmente identificáveis pela robustez arquitetónica do século XVIII. Ficam os instrumentos, os livros, as marcas do Iluminismo, a criação de novos cursos, o abandono do ensino escolástico, a vitória da experimentação. Por ali se pode visitar o mais impressionante Gabinete de Física do mundo, que faz parte do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, vencedor de vários prémios internacionais.

Outra obra emblemática do tempo do Marquês de Pombal é o Jardim Botânico com a sua Avenida das Tílias, com as magnólias que explodem em flor em Fevereiro, com a mata tecida de espécies trazidas das várias partes do mundo onde se falava português e não só. 

Núcleo 4

Resultado de uma grande reforma, que teve lugar nos anos 40 a 60 do século XX e mudou a face da Universidade através de uma operação de total reorganização urbanística da zona, o núcleo do Estado Novo marca a contemporaneidade do Polo I da Universidade de Coimbra.

 

Resultado de uma grande reforma, que teve lugar nos anos 40 a 60 do século XX e mudou a face da Universidade através de uma operação de total reorganização urbanística da zona, o núcleo do Estado Novo marca a contemporaneidade do Polo I da Universidade de Coimbra.

A Alta, em tempos feita de ruas sinuosas, sofreu uma destruição parcial para dar lugar a um campus universitário modernista. Para a sua conceção, construção e decoração foram chamados os melhores da época: Cottinelli Telmo, Cristino da Silva, Abel Manta, Almada Negreiros.

Aqui se concentrou a Universidade antes de um outro movimento de expansão urbanística para outras zonas da cidade.

A partir desta Universidade, que durante séculos foi a única no mundo português, estudava-se o mundo, por aqui passavam as elites do mundo que fala português, muitos dos que contribuíram para a afirmação da língua: Antero de Quental, Camilo Pessanha, Eugénio de Castro, José Afonso, Eça de Queirós, Alexandre Herculano, Antero de Quental, Manuel Alegre e até o recentemente galardoado Nuno Camarneiro.

Coimbra

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